terça-feira, 8 de julho de 2014

Exílio



    Enchia as folhas da caderneta com palavras ignóbeis, externas a toda atenção. A lua talvez ajudasse no desvio paralelo da coesão, com toda a graça de amante universal. Inspirava o desconhecido, portanto, fazendo-me desfiar atalhos anti semânticos e subversivos.
    Ao rodopiar a cabeça em noventa graus e simetria, percebo a particular solidão. Quem, além da melancólica existência se encontrava ali? As estrelas. A lua. Se se desestressar compondo textos sana, sucumbirei ao ato. Aliás, tão só, a arquitetação dos seres e situações invisíveis estimula o pensamento.
Se chora, à luz do luar, viabiliza o solitário encontro. Não há, enfim, mais relutante fuga das infelicidades, desalinhos e parábolas da vida do que a marrom caneta, feiticeira do homem.
    Clara escuridão, silêncio.